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O Sensacionalismo tenta manchar a simpatia característica dos moçambicanos

20 de Novembro de 2013, 08:55

Por Rui Monteiro

O sector do turismo tem vindo a aumentar no país, servindo até de cartão-de-visita para os outros países. Mas, a tensão política que se vive nos últimos tempos trouxe consigo vários factores negativos, especialmente no desenvolvimento da economia.


Em entrevista ao SAPO, o administrador do grupo Rani Resorts, Rui Monteiro, afirmou que o sector do turismo de lazer foi o que mais ressentiu com a crise política, mas culpa a imprensa estrangeira, principalmente àqueles países que mais peso têm no turismo em Moçambique, por fazerem uma propaganda errada do que realmente está a acontecer no país.


“Infelizmente as nossas reservas vindas do estrangeiro baixaram muito para os meses de Novembro e Dezembro, alturas de muito movimento. Esta quebra de receita deveu-se, não directamente à tensão política que se vive no país, mas sobretudo às mensagens que foram passadas pelos media estrangeiros que davam como certa a existência de guerra em Moçambique”, explicou Rui Monteiro.


Mas, este cenário aos poucos está a ficar para trás, uma vez que a maior parte das reservas para o próximo ano já estão garantidas. Permitindo, assim, a recuperação do capital perdido dos meses do final do ano lectivo.


“Na verdade os responsáveis pelas reservas de fim de ano são na sua maioria nacionais. Por isso, de uma forma ou de outra, o ano não está perdido. Quanto às reservas feitas pelos turistas estrangeiros estão, na sua maioria, marcadas para o próximo ano, especialmente nos meses de Agosto”, confirmou Rui.


Por outro lado, o turismo de negócios continua a crescer e não houve “mexidas” negativas neste sector.


“A nossa aposta em África continua a ser Moçambique. Prova disso são os grandes projectos que estamos a implementar neste momento e várias parcerias que estamos a fechar com empresas com grande estatuto internacional e que vão nos ajudar a elevar o turismo moçambicano para o mundo fora”, contou Rui.


Para Rui Monteiro, esta situação política que se vive no país é passageira e não vai passar disso. Para isso, é preciso erguer a cabeça, reconstruir a imagem negativa passada pelos media estrangeiros e mostrar de facto aquilo que o moçambicano é de verdade.


“Não são esses soluços que nos vão tirar a simpatia de que somos conhecidos. Não vamos deixar de ser quem somos e vamos continuar a trabalhar para aquilo que queremos e acreditamos. Não vamos deixar que o sensacionalismo atrapalhe os nossos projectos, nem como grupo e nem como moçambicanos”, concluiu Rui Monteiro.


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