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Beira acordou hoje retraída e sob forte cordão de segurança

17 de Novembro de 2013, 11:02

O bairro da Munhava, o mais populoso da Beira, centro de Moçambique, palco de confrontos entre polícia e populares, no sábado, acordou hoje retraída, sob forte cordão de segurança, que protege a sede da Frelimo, ameaçada de invasão.

"Os disparos da polícia continuaram pela madrugada, e os jovens têm sido alvo de torturas" conta à Lusa Justina Manuel, que perdeu nos confrontos os "pingos", gelo de fruta, o negócio com que sustenta a família.

"Ainda ressentimos da agressão da polícia. Foi dramático viver a situação, pois as crianças foram desmaiando noite adentro" descreve Antonieta Rodrigues, que se refugiou com a filha no interior da primeira casa que avistou, quando começaram os confrontos.

O trânsito, na principal estrada do bairro, continua condicionado depois da retirada, no princípio da manhã de hoje, de uma viatura incendiada e um contentor de lixo que bloqueavam a via.

No culto religioso da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, na berma do campo, onde a polícia disparou e lançou gás lacrimogéneo contra os apoiantes do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), durante o comício de Daviz Simango, foram invocadas as vitimas do incidente.

"A segurança ainda não é das melhores no bairro da Munhava" precisou Elisabete Azevedo-Harman, observadora eleitoral do Electoral Institute of Southern África (EISE), que saiu ilesa dos confrontos.

A sede local da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) está isolada, e um contingente policial guarnece uma dezena de simpatizantes do partido no poder, empunhando dísticos e bandeiras.

Por perto, um grupo de vendedores de cabritos lamenta os confrontos de sábado e a presença da polícia "que estraga o negócio, por intimidar os clientes".

 

Lusa

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