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Candidato da Frelimo em Quelimane lamenta "incidentes isolados"

17 de Novembro de 2013, 11:03

Abel Albuquerque, candidato da Frelimo, na oposição em Quelimane, acusa o autarca do MDM de não ter cumprido as promessas eleitorais e lamenta "incidentes isolados" durante a campanha eleitoral que chega hoje ao fim.


"Os outros partidos deviam ter consciência de que as eleições são a festa da democracia e tem havido alguns incidentes isolados: arremesso de pedras e agressões que nada dignificam aquilo que é a vida normal dos munícipes e também o próprio processo que deve ser uma festa", disse à agência Lusa Abel Albuquerque.


"Nós, e o meu partido, temos privilegiado e recomendado ao nosso eleitorado calma e serenidade porque queremos fazer destas eleições um momento de grande festa e da exaltação da democracia porque, terminadas as eleições, a vida continua", acrescentou o candidato da Frelimo que evitou comentar os incidentes ocorridos na Beira, a sul de Quelimane, no sábado.


A Frelimo perdeu o município de Quelimane, litoral centro do país, nas últimas eleições locais, intercalares, conquistado por Manuel de Araújo, do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), partido político formado a partir de uma cisão da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).


Para o candidato local da Frelimo, o presidente do município de Quelimane, capital da província da Zambézia, não cumpriu as promessas eleitorais e "parou o desenvolvimento da cidade".


"A avaliação que eu faço a nível geral, das promessas que ele fez, praticamente nenhuma foi cumprida e não posso ter outra avaliação", critica Albuquerque que se mostra confiante na vitória da Frelimo nas eleições de quarta-feira.


"A avaliar pelo calor que sinto nos contactos em termos de comícios e de manifestações - e não faço a minha avaliação pelo número de pessoas que vêm aos comícios, mas sim no contacto porta a porta - apercebo-me como a nossa mensagem é recebida e do grau da assimilação que nós temos tido. Por isso, acho que estamos no bom caminho e vamos vencer as eleições", afirma o dirigente da Frelimo em Quelimane.


Albuquerque acrescenta que, a nível nacional, a vitória na capital da Zambézia é "estratégica" para as eleições gerais do próximo ano e sublinha que - do ponto de vista local - as prioridades para o município são a água, "energia de qualidade", habitação e transportes porque, afirma, "falta um pouco de tudo" na cidade.


"A nossa vitória nestas eleições em Quelimane pode servir de suporte para as eleições gerais, porque Quelimane é estratégico, tanto a nível político como a nível económico e social. Daí que há toda uma necessidade da Frelimo ganhar estas eleições, para a cidade continuar na rota do desenvolvimento, porque tudo está parado. No município de Quelimane precisamos de uma liderança séria e comprometida com o bem-estar dos munícipes, daí que é imperativo ganharmos essas eleições", diz Albuquerque.


Sobre a atual situação de conflito entre o governo e o líder da Renamo, Afonso Dlakama, o candidato da Frelimo afirma que as ameaças são preocupantes mas que tem confiança nos esforços do presidente Armando Guebuza no "sentido da paz".


"Como cidadão, nunca estaria sossegado se o meu irmão ou o meu vizinho fosse ameaçado e esse conflito ameaça a paz, razão pela qual todos nós temos de estar preocupados mas acredito que, pela disponibilidade do governo e do próprio presidente acho que isto vai ser ultrapassado", conclui o candidato da Frelimo em Quelimane que assinala o último dia de campanha para as eleições autárquicas com contactos diretos com a população, além da presença de um comício na cidade.

 

Lusa

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